Gilmar Mendes coloca investigados da Lava Jato do Rio em recolhimento domiciliar

O ministro do STF suspendeu a prisão preventiva dos empresários Gustavo Estellita e Miguel Iskin, acusados de organização criminosa na Secretaria da Saúde do Estado

Amanda Pupo e Rafael Moraes Moura, Estadao Conteudo

19 Dezembro 2017 | 21h22

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta terça-feira, 19, a prisão preventiva dos empresários Gustavo Estellita Cavalcanti Pessoa e Miguel Iskin, e a substituiu por recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana e feriados. Eles foram presos em abril pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, em desdobramentos da Operação Lava Jato no Rio.

Iskin e Estellita são acusados por suposta prática de corrupção ativa, organização criminosa e lavagem de ativos. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia negado os pedidos de liberdade dos empresários.

Gilmar também determinou a proibição dos dois empresários deixarem o País, devendo eles entregar os passaportes em até 48h. A defesa alegou ao Supremo que Iskin é portador de neoplastia cística do pâncreas, doença que, se não tratada de maneira apropriada, poderá tornar-se câncer.

O Ministério Público Federal (MPF) aponta que Iskin "é figura central da investigação do braço da organização criminosa que atuava na Secretaria de Saúde" do Rio de Janeiro durante a gestão do ex-governador Sérgio Cabral. Ele é dono de empresas fornecedoras de equipamentos médicos e próteses. Gustavo Estellita é seu sócio.

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