Gilmar critica encontro de Janot com advogado de Joesley: 'Não foi encontro casual'

Ministro disse ainda, em entrevista à Rádio Gaúcha, que Janot faz 'gestão de bêbado' frente à Procuradoria-Geral da República

Luciano Nagel - Especial para O Estado, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2017 | 18h05

PORTO ALEGRE - Na manhã desta terça-feira, 12, o ministro do STF, Gilmar Mendes, criticou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot em homologar delação premiada de Joesley Batista e Ricardo Saud. As "alfinetadas" também foram direcionadas ao colega, o ministro Edson Fachin. Em entrevista à Rádio Gaúcha, o ministro Gilmar Mendes classificou o trabalho de Janot como uma "gestão de bêbado". 

"Não é um encontro casual de um advogado de Brasília e um procurador ou ministro. Essa foto é o epitáfio da gestão Janot. É uma gestão de bêbado", afirmou o ministro referindo-se a foto publicada nos principais jornais do país, onde aparece Rodrigo Janot e o advogado de Joesley juntos em um boteco de Brasília. 

O ministro disse ainda que Janot frente à Procuradoria faz "gestão de bêbado". "É um respeitável advogado de São Paulo (Pierpaolo Bottini, advogado de Joesley), correto, que certamente teve a indicação de encontrá-lo naquele local. Nao é um encontro corriqueiro. Essa pessoa estava em Brasília para essa finalidade", disse. 

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Gilmar Mendes afirmou ainda que o procurador Rodrigo Janot não tem mais condições de exercer o cargo e o mesmo agora é apenas um "fantoche" em frente a procuradoria. 

"Ele já foi demitido, já não tem mais condições de exercer o cargo, é um fantoche, um fantasma", disse. Janot deixará o cargo em 17 de setembro, quando Raquel Dodge assumirá o posto.

O ministro do STF também não poupou críticas quanto a atuação do colega, Edson Fachin, sobre a decisão em homologar a delação premiada de Joesley e Ricardo Saud. "Não tenho a menor dúvida, foi um grande equívoco. É de responsabilidade do Supremo, mas foi um acordo celebrado pela PGR. Deveríamos ter exercido um controle maior", criticou.

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