Gilberto Miranda atua nos bastidores das negociações do PSD

Empresário e ex-senador pelo Amazonas, nome é apontado como articulador do novo partido; político já esteve envolvido em escândalos recentes

Julia Duailibi, de O Estado de S. Paulo

04 de maio de 2011 | 23h00

Envolvidos nas articulações para a criação do novo partido têm apontado a presença do empresário Gilberto Miranda nos bastidores das negociações. O ex-senador pelo Amazonas teria participado de conversas com o governador do Estado, Omar Aziz, que entrará no novo partido, e até com vereadores da capital paulista, onde vive atualmente.

 

O irmão de Miranda, Egberto Baptista, também teria ajudado em contatos com o governador e com o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), na formação do PSD. Miranda é amigo do prefeito paulistano Gilberto Kassab, que foi padrinho de casamento do empresário em 2007.

 

Eleito suplente de senador, Miranda ficou seis anos no Senado pelo PFL, após a assumir a vaga que era de Amazonino Mendes.

 

Seu nome esteve envolvido em escândalos políticos recentes. Apareceu em papéis da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, que investiga suposto pagamento de propina para políticos. Foi acusado de envolvimento no dossiê Cayman, papelada sem comprovação que apontaria tucanos como donos de empresas em paraísos fiscais.

 

No governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, presidiu a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

 

Numa conversa gravada pela Polícia Federal, fora citado como alvo de suborno em negociações para implementação do Sistema de Vigilância da Amazônia, o Sivam. As acusações não foram comprovadas.

 

Com patrimônio estimado em R$ 1 bilhão, Miranda, ex-professor de natação, é colecionador de obras de arte, amante de vinhos e até proprietário de uma ilha, no litoral paulista.

 

Caciques do PSD negam que o empresário esteja participando das articulações. O Estado procurou Miranda no seu escritório e enviou um e-mail para o empresário, que não se pronunciou até o fechamento da edição.

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