Gilberto Gil diz que ministério é 'outra revolução' em sua vida

Lembrando os anos da ditadura, ministro diz que, com o exercício da função pública, está 'em outra fase'

Efe

30 Outubro 2007 | 15h51

O ministro da Cultura, Gilberto Gil, disse na  última segunda-feira, 29, em Bogotá que a sua vida passa por "outra fase revolucionária" com seu desempenho no governo brasileiro."Estou em outro processo, em outra revolução", afirmou Gil em Bogotá, lembrando os anos da ditadura militar no Brasil, quando teve que sair para o exílio. Gil disse que com o exercício da função pública está "em outra fase revolucionária da vida, com outras dimensões cognitivas, epistemológicas". "São novos conhecimentos, novas formas de conhecer, de abandono de formas convencionais de interpretação da verdade, para adotar dúvidas, outras dúvidas, outras questões, outras maneiras de questionar, de investir em formas de ação, atuar em justa oposição à maneira como se atuava antes", explicou."As revoluções, todas elas, são seres vivos. Portanto, nascem e morrem", continuou Gil. Ele foi a Bogotá para assinar com a ministra da Cultura colombiana, Paula Marcela Moreno, vários convênios de cooperação e intercâmbio cultural. O ministro disse que as revoluções vivem e estão unidas "muito visceralmente aos homens que as representam, que as implementam, que as promovem a partir de suas próprias vidas humanas". "A revolução é a mudança, e a mudança é a única constante da natureza, do universo", apontou Gil, para quem este é um grande paradoxo, porque o que parece estático "está justamente no corpo profundo do movimento, da mudança". Em seu caso, ele disse que continua com sua poesia, com a afirmação de seu interesse profundo pela humanidade, que o habita como indivíduo e que ele compartilha com os outros.

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