Gilberto Carvalho rebate críticas sobre vídeo

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, aproveitou a rápida entrevista concedida à imprensa nesta terça-feira (18), após confraternização de Natal no Palácio do Planalto, para responder aos ataques por causa da divulgação do vídeo que ele gravou para o PT. Nesse vídeo, ele conclamava a militância petista para ir às ruas após as festas de fim de ano para defender o partido e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Eu tenho todo o direito e o dever de me dirigir à militância", desabafou Carvalho.

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

18 de dezembro de 2012 | 19h01

"Quando eu disse que no ano que vem o bicho vai pegar, é porque é um ano de muito trabalho, já que é o terceiro ano de governo (de Dilma Rousseff), que é um ano nobre para o governo, é um ano que se prepara para as eleições de 2014. Então, aquilo é uma mobilização, uma concentração da militância", desabafou, dizendo que falava como militante do partido e representante do partido no governo.

No vídeo gravado para o PT no último fim de semana, Carvalho classificou como "ataques sem limites" as acusações contra o ex-presidente Lula e alegou que as críticas têm o objetivo de destruir o PT e o governo. "Vamos nos preparar para, assim que passarem as festas, a gente ir para as ruas", disse no vídeo, sugerindo que agora é hora de descansar, porque o ano que vem será "brabo" e que o "bicho vai pegar" por causa dos ataques ao partido e a Lula, se referindo, mas sem citar, às acusações de Marcos Valério e às denúncias que surgiram na Operação Porto Seguro, da Polícia Federal.

Carvalho disse que por causa dessas declarações foi acusado de ser "autoritário" e que isso ele repudiava. "Disseram que eu sou autoritário. Pelo amor de Deus. Eu estou falando de um veículo próprio, de uma linguagem própria para militantes do partido", comentou. Ele disse reconhecer que é ministro do governo, mas observou que só é ministro por causa do PT. "Tenho profundo orgulho desse nosso partido e, nas horas vagas eu tenho todo direito de me dirigir à militância", reclamou, passando a se queixar da imprensa. "Se nem isso a gente puder fazer, se a gente não puder conversar com o povo, com nossa militância, eu não sei onde é que vamos parar", desabafou ele.

"Eu reivindico o uso da liberdade, da liderança, de irmos às ruas, de fazer o que nós sempre fizemos. Eu acho que o PT fez um grande bem para o Brasil exatamente porque foi capaz de não ficar nos gabinetes, de ir à rua, de fazer as caravanas da cidadania, de mobilizar a população, de conscientizar os trabalhadores para que eles reivindicassem seus direitos", defendeu. Gilberto Carvalho encerrou a entrevista dizendo que tem "imenso orgulho" do PT e foi com esse dever com o partido que fez aquele pronunciamento "que nada tem a ver com autoritarismo, mas sim é uma mensagem de esperança como a que fiz aqui hoje (aos funcionários do Planalto)".

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