Gil aceita convite de Lula e fica no Ministério da Cultura

O ministro da Cultura, Gilberto Gil, decidiu nesta quinta-feira, em audiência com o presidente Lula, no Palácio do Planalto, permanecer no cargo durante o segundo governo. Gil havia deixado público, várias vezes, que estava em dúvida sobre o assunto, mas disse ao presidente que aceita seu convite para continuar no ministério, de acordo com informação de um alto funcionário da Presidência da República. Na quarta-feira, no jantar de fim de ano com seus ministros, Lula, em discurso emocionado, chorou e fez elogios a Paulo Vanucchi, ministro de Direitos Humanos, por ter concordado em entrar no governo em plena crise do mensalão, e a Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, por ter deixado de assumir o mandato de deputado federal, em 2003, para assumir o cargo no BC. Para o presidente Lula, o País ganha com a permanência de Gil à frente do ministério. "Companheiro Gilberto Gil é uma unanimidade nacional. Uma pessoa que construiu um ministério como o Gil construiu não tem por que sair", afirmou Lula evitando, no entanto, confirmar a permanência do ministro em sua equipe a partir de janeiro. "O Brasil ganha com isso, a cultura ganha com isso", opinou. "Vamos trabalhar fortemente para que num determinado momento possamos chegar a 1% do PIB para a cultura, porque a cultura não só gera muito emprego, como gera cidadania nas pessoas", afirmou. Lula destacou que a situação de agora é diferente da de 1º de janeiro de 2003, quando teve que tomar posse com toda a sua equipe. "Agora não, ninguém precisa tomar posse. Só eu. Só o meu mandato é renovado, o dos ministros não", afirmou ele após a cerimônia de confraternização de Natal dos servidores do Planalto. Esta matéria foi alterada às 18h20 para acréscimo de informações.

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