Marcos Correa/Presidência da República
Marcos Correa/Presidência da República

'Gestos valem mais que mil palavras', diz Bolsonaro sobre Moro

Em Belém, durante comemoração dos 108 anos da Assembleia de Deus, presidente sugeriu novamente a nomeação de um evangélico para o Supremo

Pedro Venceslau, enviado a Belém, e Abílio Dantas, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2019 | 22h13


Belém. O presidente Jair Bolsonaro fez um gesto de desagravo ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, em discurso feito nessa quinta feira, 13, durante um evento de comemoração dos 108 anos da Assembleia de Deus, em Belém (PA). Diante de uma plateia de fiéis e ladeado por lideranças evangélicas, Bolsonaro lembrou que acompanhou Moro em dois eventos públicos nos últimos dias e disse que "gestos valem mais que palavras".

"Tive a oportunidade de escolher o melhor time de ministros possível. Eles estão prontos para atender a todos. Um deles é Sérgio Moro, que abriu mão de 22 anos de magistratura para assumir o Ministério da Justiça. Vazaram gravações ilegais de seus companheiros. A imprensa queria que eu desse uma declaração. Mas acredito que gestos valem mais que mil palavras", disse Bolsonaro.

O presidente lembrou em seguida que foi ao estádio Mané Garrincha, em Brasília, para assistir ao lado do ministro a partida entre Flamengo e CSA, e um evento em homenagem à Batalha de Riachuelo.

O ministro da Justiça passou à condição de vidraça após a divulgação, pelo site The Intercept Brasil, de supostas trocas de mensagens entre ele, quando era juiz da 13ª Vara Criminal de Curitiba, e o procurador da República, Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato. Segundo o site, nas trocas de mensgans Moro teria orientado as investigações da operação. 

Ao citar decisão de criminalizar a homofobia, presidente falou novamente em ministro evangélico no STF

O público recebeu o presidente aos gritos de "mito". Em seu discurso, o presidente também citou a decisão do Supremo tribunal Federal de criminalizar a homofobia. E novamente sugeriu a nomeação de um evangélico para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal. O presidente havia feito esta sugestão no início do mês. 

"Em uma celebração em outra Igreja eu falei, com todo respeito, que o Supremo Tribunal Federal  precisava de um ministro evangélico. O assunto era tipificar a homofobia como se racismo fosse. A reação  (dos fiéis) foi a mesma. O estado laico, mas eu e vocês somos cristãos. Respeitamos as minorias, mas o Brasil é cristão", disse Bolsonaro, que foi ovacionado nesse momento.

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