'Gesto mais forte foi o veto', diz Dilma sobre royalties

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (13) que não pode fazer mais nenhum gesto para convencer o Congresso a manter os vetos ao projeto que altera as regras de divisão dos royalties do petróleo. "Não há gesto mais forte que o veto. Que todos votem de acordo com a sua consciência", declarou em Moscou.

CLÁUDIA TREVISAN, ENVIADA ESPECIAL, Agência Estado

13 de dezembro de 2012 | 12h48

Os parlamentares deverão analisar o assunto na próxima semana e existe a possibilidade de que modifiquem as decisões adotadas por Dilma. "O funcionamento da democracia é assim", disse. A presidente defendeu os vetos, ressaltando que eles "garantem a distribuição plena dos ganhos do petróleo para todos os brasileiros e brasileiras de todos os Estados".

Dilma observou que sua posição levou em conta o respeito a contratos e a necessidade de aumentar os investimentos em educação. "Só vamos ser um país desenvolvimento plenamente quando tivermos uma educação de qualidade no Brasil. Para isso precisamos de recursos", defendeu.

Segundo ela, o petróleo é um recurso finito, não renovável. "Tudo o que ganharmos do petróleo temos que deixar para a riqueza mais permanente, que é a educação que cada um carrega."

As declarações foram dadas em rápida entrevista da presidente no lobby do hotel onde está hospedada em Moscou. A presidente havia acabado de chegar de encontro com o primeiro-ministro da Rússia, Dimitri Medvedev, com quem discutiu questões bilaterais relacionadas ao comércio e a investimentos.

Dilma recebeu a promessa de que haverá uma solução "positiva" para os problemas relativos à importação de carne brasileira. "Ele não me comunicou ainda qual a decisão final, mas considera que os produtores brasileiros tomaram todas as medidas ".

A Rússia suspendeu em junho de 2011 a importação de carnes de três Estados - Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso.

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