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Germán Efromovich nega irregularidade em contrato com Transpetro delatado por filho de Machado

Para o sócio da empresa aérea Avianca e dos estaleiros Mauá e Eisa, que se disse vítima de discriminação, não há nenhuma informação nas delações que o comprometa

Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2016 | 16h45

RIO - Sócio da empresa aérea Avianca e dos estaleiros Mauá e Eisa, Germán Efromovich reuniu a imprensa no centro do Rio, nesta segunda-feira, 20, para apresentar sua posição em relação às delações feitas pelo ex-presidente da Transpetro - subsidiária da Petrobrás -, Sérgio Machado, e pelo seu filho, Expedito Machado, na Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Em sua opinião, não há nenhuma informação nas delações que o comprometa. Efromovich se disse vítima de discriminação e que a imprensa "fantasia sobre os fatos" e sobre as declarações feitas à PF. "(Sérgio Machado) não está dizendo que dei dinheiro para ele. Tudo o que está dizendo é verdade", afirmou o empresário, complementando que não poderia se posicionar sobre a delação de Expedito porque não chegou a lê-la.

Em delação, Expedito afirmou que o seu pai pediu propina a Efromovich "na base de dois por cento dos contratos firmados" para a construção de plataformas para a Transpetro, dentro do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). Segundo Expedito, o empresário teria se negado a pagar a propina, mas respondeu a Machado "que eles poderiam fazer outras parcerias rentáveis". E em um jantar, teria oferecido uma participação na HR Financial Services, detentora de áreas de exploração e produção de petróleo no Equador.

Efromovich e Machado firmaram, então, segundo ele, um acordo de compra de 38% dos ativos, que se fosse desfeito, geraria multa de R$ 28 milhões a ser paga a Machado, valor equivalente ao pedido pelo político como propina. Como o negócio foi desfeito, a multa foi paga a Machado.

Além disso, Efromovich teria firmado um contrato de empréstimo de R$ 10 milhões com um fundo de investimento gerido pelo filho de Machado que, segundo Expedito, assim como o negócio firmado no Equador, geraram compensações financeiras equivalentes à propina cobrada por Machado para que os estaleiros de Efromovich saíssem vencedores nas licitações da Transpetro.

O empresário negou que os ganhos obtidos por Machado tenham sido propinas disfarçadas. Ele argumenta que os negócios foram aprovados pela sua equipe de governança corporativa e que "não há conflito de interesses" nos acordos. "Cada centavo nosso é fruto do trabalho. Não há nada de ilícito. Nem todo mundo é bandido", afirmou Efromovich.

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