Gerdau nega ação do governo para esvaziar ato de empresários

O presidente do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau negou que tenha sido procurado por ministros para não participar do ato contra a reforma tributária, que reuniu hoje cerca de 300 empresários no Hotel Nacional. "Eu não tenho essa impressão. Ainda hoje telefonei para os ministros Palocci (Antonio Palocci, da Fazenda) e Tarso Genro (Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social)", afirmou. "Há um entendimento entre governo e empresários mas é claro que o aprimoramento que defendemos tem pontos divergentes", acrescentou. Ele afirmou que a manifestação dos empresários na Câmara, defendendo alterações ao texto da proposta de reforma, não é uma posição radical. "Nós somos a favor da reforma tributária, mas temos observações a fazer. ?Um exemplo é o potencial risco de aumento da carga tributária, não tanto pelo governo federal, mas pelos Estados, com a definição das alíquotas do ICMS", afirmou. " Os empresários reivindicam a inclusão na reforma tributária de um teto para a carga tributária no País que, segundo eles, não deveria ultrapassar 25% do Produto Interno Bruto (PIB). Hoje já ultrapassa 36% do PIB.Na avaliação de Gerdau, ao se estabelecer as alíquotas do imposto existe o risco de as alíquotas menores se igualem às mais altas. "Na telefonia, por exemplo, há Estados que cobram alíquotas de 20%, 25% e até 32%. Quem está cobrando 32% não vai querer baixar", argumentou. Gerdau afirmou que alguns pontos da proposta do governo são aceitos pelos empresários, como por exemplo o estabelecimento de uma alíquota de 0,08% para a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Na tarde desta quarta-feira os empresários entregarão no Congresso documento defendendo modificações na proposta de reforma tributária.

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