Geraldo Júlio evita falar sobre candidatura de Campos

No dia em que o PSB dá início à série de inserções de sua propaganda partidária na TV e no rádio, o prefeito do Recife, Geraldo Júlio, que pertence ao mesmo partido, evitou falar da possível candidatura do governador Eduardo Campos (PE) à Presidência da República e repetiu o mantra do seu padrinho político: sucessão presidencial só deve ser discutida em 2014. Embora seu partido defenda abertamente a candidatura de Campos e o próprio circule pelo País como presidenciável, Júlio afirmou, após evento promovido pela revista Exame nesta quinta-feira em São Paulo, que a única preocupação do PSB em 2013 é debater o crescimento econômico do Brasil. "Acho que essa é uma discussão a ser feita em 2014. Eleição a gente faz em 14", desconversou.

DAIENE CARDOSO E RICARDO CARVALHO, Agência Estado

11 Abril 2013 | 18h37

O pernambucano participou de um debate ao lado dos prefeitos do Rio, Eduardo Paes (PMDB), e de São Paulo, Fernando Haddad (PT), onde falaram sobre os desafios das grandes cidades, como a questão da política para resíduos sólidos, a escassez de recursos, a implantação de plano de metas e a meritocracia no serviço público a uma plateia de prefeitos e empresários. No final do evento, Paes disse considerar legítima uma possível candidatura de Campos ao Palácio do Planalto. "É o direito legítimo de qualquer político maior de 35 anos. Mas eu vou votar na Dilma", respondeu.

Indagado por um jornalista sobre uma possível aproximação entre o PMDB carioca e o PSB em contraponto à provável candidatura do senador Lindbergh Faria (PT) ao governo do Rio de Janeiro, Paes disse que não estava acompanhando essa discussão. "Até que você me deu uma boa ideia", ironizou o prefeito do Rio.

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