Geração de emprego é prioridade em MG, diz Anastasia

Governador empossado também defendeu que o governo federal contenha gastos e que seja feita uma ampla reforma tributária

Eduardo Kattah / BELO HORIZONTE, O Estado de S.Paulo

01 de janeiro de 2011 | 16h41

O governador reeleito de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), tomou posse na tarde deste sábado, 1º, na Assembleia Legislativa cobrando a necessidade de austeridade nos gastos públicos do governo federal. Ele defendeu uma reforma da gestão pública do Estado brasileiro. "Nós não seremos capazes de fazer a travessia para o desenvolvimento, sem ajustar com coragem os gastos com a máquina pública", disse o governador em seu discurso de posse.

 

Porém, ao chegar para a solenidade no Parlamento, acompanhado do vice-governador, Alberto Pinto Coelho (PP), Anastasia disse que espera ter a melhor relação possível com a presidente Dilma Rousseff (PT). "A presidente Dilma é mineira, certamente fará um bom governo, terá muito respeito, tenho certeza, pela federação brasileira. O fato de sermos governadores da oposição - e somos muitos -, isso não significará, naturalmente, qualquer tipo de modificação da relação administrativa entre o governo federal e os governos estaduais, aliás como aconteceu com o presidente Lula e o governador Aécio".

 

O governador tucano elegeu a geração de empregos como prioridade e disse que sua gestão será voltada para a cidadania. "Isso significa uma preocupação cada vez maior com o mineiro, com o cidadão, para que as políticas públicas possam chegar em todas regiões mineiras e nós possamos caminhar para diminuirmos as desigualdades que temos ainda em Minas Gerais".

 

O tucano reiterou a defesa de uma ampla reforma tributária que leve à revisão da Lei Kandir e dos royalties pagos pela exploração mineral. Ele disse que lutará pela melhoria da arrecadação estadual e defendeu uma melhor "retribuição" das empresas mineradoras, à semelhança dos royalties pagos pela exploração do petróleo. "Precisamos modificar a política tributária dos minérios em Minas Gerais, mas isso depende fundamentalmente de uma ampla reforma tributária nacional".

 

Anastasia negou que tenha sido proposital o horário marcado para a posse, simultânea com a festividade em Brasília. "A nossa posse foi marcada muito antes para permitir em especial a participação dos prefeitos das cidades mineiras. O Estado é muito grande", disse. "Foi marcada essa data antes mesmo da eleição da presidente, que foi em segundo turno, enquanto a minha foi em primeiro turno".

 

No discurso, Anastasia agradeceu ao senador eleito e ex-governador Aécio Neves (PSDB) e fez citações elogiosas a Itamar Franco (PPS). Ele prometeu cuidado com os recursos públicos e nenhum espaço para desvios durante seu governo.

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