Genro comenta resultado de pesquisas com cautela

O ministros das Relações Institucionais, Tarso Genro, reagiu com cautela às últimas pesquisas que apontam a reeleição do presidente Luís Inácio Lula da Silva já no primeiro turno: "Pesquisa é circunstancial. Não quer dizer que a eleição esteja assegurada e a vantagem cristalizada". O ministro evitou comentar a estagnação do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que disse estar relacionada aos ataques recentes ocorridos em São Paulo."É óbvio que a segurança pública será discutida na campanha, mas não gostaria de vincular a essa questão uma candidatura, apesar de ter uma posição própria sobre isso. Óbvio que a segurança pública será discutida na campanha eleitoral, mas, na condição de representante de Estado que me encontro, colocar essa questão vinculada à candidatura não é correto do ponto de vista político. Embora eu, evidentemente, tenha uma opinião sobre isso", comentou Genro.O ministro disse ainda que não acredita que a candidatura do senador Pedro Simon a presidente da República passe no PMDB. Segundo ele, há uma dificuldade interna no partido criada pelo fato de o nome do senador ter sido "apresentado" pelo ex-governador do Rio, Anthony Garotinho. "Não acredito que a apresentação de Simon, pelo Garotinho, seja uma ajuda. Pode ser até um problema para que a candidatura emplaque".Tarso Genro disse que o PT ainda aposta numa aliança com o PMDB e que acredita que o partido terá capacidade de "se unificar nacionalmente" para enquadrar sua base parlamentar e dar estabilidade para o próximo governo. "O PMDB vai ser partido do governo, seja com o Lula ou com o Alckmin. Nós queremos que seja com o Lula."Tarso Genro veio ao Rio para uma reunião na Fundação Getúlio Vargas e à tarde se reúne com parlamentares do PT, no auditório da CUT, no centro do Rio.

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