Genro comanda ato pró-CPI

O prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro (PT), liderou hoje no centro da cidade um ato público do PT em defesa da instauração de uma CPI para investigar as denúncias de corrupção no governo federal. O partido coletou assinaturas para reforçar a iniciativa. "O presidente Fernando Henrique Cardoso, para defender a honradez de seu governo, deveria ser o primeiro signatário desse manifesto", disse Tarso. O prefeito criticou os partidos de oposição ao PT no Rio Grande do Sul, que querem criar uma CPI da Segurança Pública no Estado, mas negam-se a apoiar a CPI da Corrupção no plano federal. "Ao contrário do pedido estadual, essa CPI federal aponta fatos concretos", disse Tarso, referindo-se às denúncias de desvios de recursos na Superintendência da Amazônia (Sudam).O deputado Henrique Fontana (PT-RS), vice-líder do partido na Câmara, também questionou a coerência dos partidos que pedem CPI no Estado, mas se opõem à investigação em Brasília. A bancada gaúcha é a que deu, proporcionalmente, o maior número de assinaturas para a CPI da Corrupção. Dos 31 deputados federais do Rio Grande do Sul, 21 haviam assinado inicialmente o requerimento, sendo quatro do PMDB, dois do PPB e um do PL, mas alguns começam a recuar. Júlio Redecker (PPB-RS) diz que subscreveu a primeira versão do requerimento mas não apóia o atual pedido por basear-se em um leque muito amplo de investigação. "O segundo requerimento é para uma CPI arrastão", afirmou Redecker. Os três senadores gaúchos - Pedro Simon (PMDB), José Fogaça (PMDB) e Emília Fernandes (sem partido) - também assinaram o pedido de CPI.

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