Genro anuncia congresso para discutir pacto social em 2004

O ministro Tarso Genro, da Secretaria deDesenvolvimento Econômico e Social, anunciou hoje, durante visita à sede da Força Sindical, que será realizado emjunho do ano que vem o "1º Congresso Nacional de Concertação Social", em local a ser definido. Segundo ele, nessecongresso o governo federal pretende fechar com a sociedade civil um novo pacto social, que resultará na transição para onovo modelo de desenvolvimento para o País. "A contribuição das centrais sindicais, dos empresários, da intelectualidade,das organizações não governamentais será fundamental para que essa transição econômica seja negociada, com previsibilidade e estabilidade", afirmou.O ministro informou que dois grupos estratégicos, ligados ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES),foram constituídos com 65 dos 82 conselheiros do CDES e que contarão ainda com a adição de mais 18 membros (nove emcada grupo) indicados pelo governo. Esses grupos permanecerão com estrutura física nas cidades de São Paulo e Rio deJaneiro para elaborar a agenda de discussões previstas no congresso do próximo ano, que deverá ser realizado em dois outrês dias em local a ser definido entre São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília."O que estamos constituindo nesse governo é um processo de diálogo entre classes, que está representado pelo trabalho doConselho de Desenvolvimento. Agora, o grupo temático estratégico vai discutir o novo contrato social, que implica umatransição para um novo modelo de desenvolvimento, que gere emprego, atividade e altas taxas de crescimento", explicou."Queremos discutir os acordos mínimos para um grande acordo interclassista no Brasil para passar para um novo modelo dedesenvolvimento", complementou. Proposta aceitaO ministro aceitou a proposta do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, para aperfeiçoar a interlocução entre o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) e o Fórum Nacional do Trabalho.De acordo com o ministro, ficou acertado que as propostas discutidas no Grupo Temático Reforma Trabalhista do CDES serão encaminhadas ao Fórum Nacional, que por sua vez as debaterá em todo o País, dando-lhes formatação e, posteriormente, novamente repassadas para votação pelo CDES. "Teremos maior discussão, um raio mais aberto de debates", explicou.

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