Genro afirma que suspeita de grampo no STF é falsa

O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou hoje que são falsas as denúncias de que agentes federais estariam negociando escutas telefônicas com conversas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Matéria publicada neste final de semana pela revista Veja denuncia a suspeita de ministros do STF de que estariam sendo "vigiados". A revista já cita o resultado da investigação pela Polícia Federal (PF) de parte da denúncia, como obra de "estelionatários". A investigação da PF, segundo Genro, concluiu que e-mails apócrifos recebidos pelo ministro Marco Aurélio de Mello, relatando o suposto grampo, era de autoria de um ex-funcionário do INSS que, por vingança, depois de ser exonerado por corrupção, tentou incriminar um delegado da PF que o investigou. Genro disse que informou o resultado das investigações ao ministro Marco Aurélio há cerca de um mês. "São deturpações que ocorrem, mas que não afetam as instituições, porque no Brasil as instituições são sólidas", afirmou Genro.Sobre os grampos telefônicos, Tarso Genro disse que a PF não faz grampos ilegais. Disse que qualquer denúncia concreta será apurada e "exemplarmente punida", porque o policial que fizer esse tipo de monitoramento ilegal estará cometendo "uma afronta à PF, que vem se aperfeiçoando desde a redemocratização do País". Genro disse que a discussão a respeito dos limites das escutas telefônicas é saudável. "Nós que combatemos a ditadura e somos alvos das mais pesadas e escrachantes arbitrariedades, não podemos concordar com grampos ilegais e somos favoráveis a um maior rigor no uso de monitoramentos telefônicos", disse.

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