Genoino tenta acordo, mas deputados querem mínimo maior

Terminou sem solução uma reunião, hoje, do presidente do PT, José Genoíno, e do líder da bancada na Câmara, Arlindo Chinaglia, com o grupo de deputados mais à esquerda do partido. Os deputados saíram da reunião, que durou três horas, repetindo que é impossível aprovar um salário mínimo de R$ 260,00. Genoíno também manteve a posição do governo e da executiva do partido em defesa deste valor. O presidente do PT evitou falar de punição dos deputados que eventualmente votarem contra a Medida Provisória do governo. "Não estou discutindo isso agora", disse. Aos deputados, durante a reunião, Genoíno propôs um procedimento sem atrito entre os dois lados. "Vamos tratar a questão sem sangrar", disse Genoíno, segundo contou um dos deputados. "É melhor construir um acordo de procedimento e não de mérito", continuou Genoíno, também segundo participantes da reunião. A afirmação demonstra que não há espaço para que o governo ceda no valor de R$ 260,00, segundo interpretação dos próprios deputados.Os deputados entregaram ao presidente do partido e ao líder um documento assinado por 21 deles e pela senadora Serys Slhessarenko (PT- MT), que também participou da reunião, defendendo o aumento do mínimo. Genoíno e Chinaglia descartaram a hipótese de o grupo de deputados ir discutir o aumento do mínimo pessoalmente com o presidente Lula, como o grupo tem reivindicado. "Quem negocia com Lula e o governo é a bancada do partido", disse o presidente do PT. Chinaglia marcou para a próxima quinta-feira uma reunião de toda a bancada para definir a posição que todos os deputados terão que seguir na votação da MP do mínimo, que deverá acontecer daqui a 15 dias no plenário da Câmara.

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