Genoino participa de ato de apoio a Greenhalgh

O presidente do PT, José Genoino, disse hoje que seu partido está muito à vontade para prestar solidariedade ao deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT/SP). Genoino acaba de chegar para um ato de desagravo ao deputado na sede da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional São Paulo.O ato foi convocado pelo diretório nacional do PT após a publicação de uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo no último mês de dezembro, que informava que um dos presos acusados pela morte do Prefeito de Santo André Celso Daniel (PT) teria dito em depoimento à polícia que Greenhalgh o teria torturado para que confessasse o crime."Não podemos aceitar que o depoimento de um preso possa atingir a história de vida de um companheiro", afirmou Genoino, referindo-se ao trabalho feito por Greenhalgh em defesa de presos políticos durante o regime militar.De acordo com o presidente do PT a acusação do preso "não tem pé nem cabeça." O petista disse que às vezes os presos fazem afirmações absurdas com o intuito de se defenderem. Genoino questionou ainda a forma como a fita com o depoimento do preso foi obtida pela imprensa. "Não podemos aceitar que uma fita ilegal vire legal", afirmou.Segundo Genoino, a pretexto de se obter informações sobre a morte de Celso Daniel, foi aberta uma investigação que incluiu alguns telefones que não tinham ligação com o caso. Ele não quis, no entanto, opinar se o conteúdo da fita possa ter sido forjado, dizendo que cabe à polícia e ao Ministério Público que conduziram o caso responder a esta pergunta.O presidente do PT disse ainda que o partido não pode aceitar ser vítima duas vezes, já que estas acusações vieram num rastro da perda do prefeito Celso Daniel.Presenças confirmadasAinda são esperados para o ato de desagravo a Greenhalgh três ministros de Estado e vários parlamentares. O ministro da Justiça, Márcio Thomas Bastos, já chegou na sede da OAB, acompanhado do ministro Miro Teixera (Comunicações). Segundo Thomas Bastos, Greenhalgh merece um ato desta dimensão em função de sua história e também pela inconsistência das acusações recebidas. "É um ato condicente com o desagravo que os advogados vão fazer a ele?, disse.A cerimônia conta ainda com a presença do criminalista José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça, que junto com Greenhalgh foi um dos mais ativos advogados em defesa dos Direitos Humanos. Também são aguardados o ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, os deputados Aldo Rebelo (PCdoB), Michel Temer (PMDB) e professor Luizinho (PT).

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