Genoino nega que demissão de Cristovam gerou revolta

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), José Genoino, afirmou que não há revolta por parte dos assessores próximos ao ex-ministro da Educação, Cristovam Buarque, que foi comunicado de seu desligamento da pasta através de um telefonema do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Isso é normal em um governo. O próprio Cristovam, quando era governador, indicou e desindicou diversos secretários, portanto não há crise", disse. "É natural que um ministro entre e outro saia, e nós respeitamos muito o Cristovam e seu papel como liderança nacional, governador e senador." Destacando que o PT não participou da articulação da reforma ministerial anunciada ontem pelo presidente Lula, Genoino elogiou a indicação do deputado federal Aldo Rebelo (PC do B-SP) para a coordenação política do governo, ao lado do minsitro chefe da Casa Civil, José Dirceu. "Com a experiência do Dirceu como dirigente político, a condução interministerial, horizontal, vai ser facilitada nas ações dentro do próprio governo. E o Aldo Rebelo é experiente, foi testado em 2003 (o deputado era até então líder do governo na Câmara)", disse o presidente do PT. Também fez elogios ao ex-ministro das Comunicações, Miro Teixeira, que será o novo líder do governo na Câmara. "Ele vai dar um show, assim como o Aldo deu em 2003."Em relação à autonomia do Banco Central, respondeu: "Temos de tratar esse tema sem açodamento, de maneira paciente. O PT está bem curtido e experimentado, pelos êxitos que tivemos em 2003, a onduzir os assuntos polêmicos de maneira serena, conversando e negociando muito", respondeu Genoino, enfatizando que o PT não tem "tabús" para nenhum assunto e que não cabe exatamente a ele estimar quando o projeto será enviado e aprovado no Congresso.

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