Genoino nega proposta de repassar questão dos inativos aos Estados

O presidente nacional do PT, José Genoino, negou hoje que a executiva nacional o partido tenha cogitado a possibilidade de transferir a questão da cobrança dos inativos para o âmbito apenas dos Estados. "Esta proposta não existe. O PT está defendendo a proposta que saiu da reunião dos governadores. O que o Lula assina, o PT banca. Não há como separar o Lula do PT."Ele disse também que, durante a votação das propostas, o governo irá cobrar dos governadores que tenham assinado esse pacto para que coloquem suas bancadas para votar as reformas. Genoino reiterou que as reformas encaminhadas pelo presidente Lula foram as melhores já elaboradas, porque priorizam dois valores fundamentais: justiça social e responsabilidade com o sistema previdenciário do Brasil. "Não podemos deixar o sistema quebrar, comprometendo a situação de futuras gerações." O presidente do PT garantiu que o partido bancará "a assinatura e a palavra" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os governadores. De acordo com ele, a definição de um piso para cobrança dos inativos é uma questão de justiça. "Um aposentado não pode ganhar mais do que quem está na ativa", disse. De acordo com Genoino, esta seria uma forma de estimular o serviço público como uma carreira. "Estou muito à vontade como presidente do PT para defender esta proposta." Genoino disse ainda que o PT está sendo coerente na proposta que o governo encaminhou, mesmo tendo votado contra a cobrança de inativos durante o Governo Fernando Henrique Cardoso. "Pela primeira vez, essa proposta estabelece piso e teto para cobrança dos inativos; naquela ocasião (durante o Governo FHC) discutimos a possibilidade de negociar com o governo, desde que houvesse um piso. O PT sempre defendeu este modelo", assegurou. AcordoPara Genoino, o acordo fechado ontem com o PMDB irá garantir a maioria sólida no Congresso para que o governo consiga aprovar as propostas de reformas previdenciária e tributária. O PT fechou acordo com o PMDB, entregando ao senador Almir Lando (PMDB-RO) a liderança do governo no Congresso. Genoino acrescentou ainda que essas negociações irão se estender ao PSDB e ao PFL. "Temos uma relação política com o PMDB na maioria dos estados e com as bancadas do Senado e da Câmara" disse. Ele negou que o partido esteja negociando também com o PMDB a concessão de um ministério. Segundo ele, essa questão será discutida no devido momento. Genoino também negou que a saída de Aloízio Mercadante da liderança do Congresso tenha sido uma punição pelas declarações que o senador vem dando sobre o câmbio. "Mercadante é da direção nacional e do nosso time". Em relação à senadora Heloísa Helena, Genoino disse que continua tendo respeito por ela e que está empenhado em negociar com a Executiva nacional do PT para que a senadora canalize sua energia e capacidade de argumentação na defesa do PT e do governo Lula, e não na oposição. O presidente nacional do PT saiu de um encontro com o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, e seguiu para um almoço com representantes do PT e PCdo B na Assembléia Legislativa do Estado.

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