Genoíno não conhece a realidade brasileira, diz Paulo Renato

O ministro da Educação e Cultura, Paulo Renato Souza, rebateu hoje as críticas feitas pelo presidente interino do Partido dos Trabalhadores (PT), José Genoíno, feitas a respeito do Programa Bolsa escola. Genoíno considera o programa ?uma esmola de R$ 15?. "Acho que o presidente do PT não conhece a realidade brasileira para fazer uma declaração como esta. De todos os alunos matriculados na rede pública, um terço pertence a famílias que receberão os benefícios. Esta ajuda é fundamental para estas famílias". Ele disse ainda que se trata de uma declaração típica de quem busca a platéia, é um jogo de palavras.O ministro reafirmou que muitas prefeituras do PT não estão aderindo ao programa, que complementa a renda de famílias, cujos filhos estão estudando em escolas públicas. "Espero que façam (a adesão). É uma ajuda importante", diz.Outra polêmica envolvendo o MEC e prefeituras do PT são os cartões de pagamento referentes ao programa. As entidades municipais propõem que famílias participantes do Bolsa Escola e do Renda Mínima, também de complementação de renda para famílias com crianças na escola, criados pelo PT, recebam os benefícios por meio de um único cartão. "Eu quero unificar os cartões. O problema é que a prefeita (Marta Suplicy) quer a foto dela no cartão. Isso eu não posso fazer", disse. Ele afirmou ainda que isso abriria exceções para outras prefeituras. Manipulação política O ministro da Educação e Cultura, Paulo Renato Souza, negou que esteja fazendo do MEC seu comitê de campanha, como afirmou ontem José Genoíno. "Nunca me preocupei em fazer promoção pessoal. Quem está fazendo política não sou eu. Não sou eu quem se nega a participar de um programa social (Bolsa Escola). Lamento que o presidente do PT não tenha responsabilidade de ver qual é realmente o objetivo da comunicação do ministério na área social, que é impedir a fraude e garantir que a população tenha os serviços e que não haja manipulações políticas. Seja porque uma prefeitura não adere ao programa, seja porque algum prefeito utilize politicamente esse benefício", disse Paulo Renato.

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