Genoino fala na China sobre MST e segurança do Brasil

O presidente do PT, José Genoino, em visita à China, disse que "o Brasil precisa de um projeto de desenvolvimento. Nós estamos definindo-o, (de tal forma que o Brasil) se insira no mundo, de maneira autônoma e soberana, e seja respeitado na comunidade internacional". De acordo com ele, alguns dos problemas a serem resolvidos são os da desigualdade social e do desemprego. "Este é um problema que temos de solucionar no mandato do governo do Lula", afirmou.Genoino também considerou que o governo precisa reconstruir um Estado republicano, "o que não significa estatizar tudo ou ser mínimo em relação ao mercado", disse. Trata-se de um Estado que "consiga induzir, articular, e promover o desenvolvimento econômico. Um modelo de relação com a iniciativa privada, com as instituições privadas internacionais."Para o presidente do PT, o governo cumpriu uma agenda extensa neste um ano e cinco meses de mandato. "Nós cumprimos a agenda legislativa que estava emperrada há oito anos; demos resultados muitos significativos na gestão macroeconômica: a inflação está sob controle - e devemos lembrar que ela poderia ter disparado no ´nosso colo´; diminuímos parte da dívida em dólar; reconquistamos a credibilidade internacional do País; a taxa de juros no nosso governo caiu 10,5%, pois estava em 26,5% e agora está em 16%. Ainda é alta mas estamos em uma política de queda constante. E o governo unificou os programas sociais, com a Bolsa Família", elencou.O exagero do MSTGenoino ainda disse que o governo tem uma agenda abrangente para a reforma agrária e vai cumprir as metas. "Este ano vamos assentar 115 mil famílias", afirmou. De acordo com ele, o ´Abril Vermelho´ foi interpretado pelo PT como uma iniciativa exagerada do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. "O MST tem autonomia para nos criticar e pressionar, mas dentro dos marcos do estado de direito. Ele não pode ser tudo ou nada", analisou, considerando que o Brasil tem terras produtivas, que não se pode desestabilizar, tendo em vista que uma das conquistas das exportações está justamente no agronegócio.Ele também destacou que o governo pretende disponibilizar R$ 15 bilhões, através do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, para crédito popular e geração de empregos em saneamento básico e recuperação de estradas.ViolênciaEm relação à violência, Genoino afirmou que o governo tem como prioridade agilizar um sistema único de segurança pública, acordos entre os Estados e a Federação, investindo na Inteligência e em equipamentos policiais. "Experiências positivas como a do Espírito Santo, Acre, Alagoas e até mesmo em São Paulo, demonstram que vale a pena investir nestes campos. Necessitamos praticar uma política de prevenção nas áreas críticas, que são governadas pelo crime organizado, caso típico das favelas do Rio de Janeiro, cujo governador agiu erradamente, transformando o assunto em um espetáculo", considerou. Para ele, o governo federal deve reforçar as Forças Armadas para controlar as fronteiras, aeroportos e portos, por onde entra o tráfico de armas e drogas.Quanto às críticas do presidente nacional do PSDB, José Serra, em relação à segurança pública, Genoino disse que "Serra era muito mais lúcido no governo do que na oposição. "Ele deveria lembrar das permanentes crises que o PSDB enfrentou com a segurança pública nos últimos anos. Em várias dessas crises o PT cooperou em São Paulo. Não podemos transformar a segurança pública em uma contenda partidária e tirar proveito eleitoral do tema. Estão brincando com o fogo", afirmou.

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