Genoino elogia bancada do PT na votação do mínimo

O presidente nacional do PT, José Genoino, elogiou hoje a atuação da bancada do partido na Câmara na votação de ontem que aprovou a medida provisória que reajusta o salário mínimo para R$ 260. Segundo ele, a questão sobre os parlamentares que votaram contra a posição da bancada não deve ser priorizada na sigla. Ela deverá passar pelo procedimento normal de discussão na direção do PT, mas não haverá clima de vingança ou retaliação, conforme destacou Genoino. "Foi uma votação em que o governo e a bancada trabalharam muito bem. Foi muito importante a quase total unidade da bancada do PT", avaliou o líder petista em entrevista veiculada no site do partido na internet. "Vamos discutir essa questão na Executiva, mas temos de ter o cuidado de não criar um fato negativo na agenda positiva do governo e do PT. Quando discutirmos, não será em clima de guerra, de retaliação e nem de vingança", disse.Na votação de ontem à noite, a Câmara dos Deputados aprovou, em votação simbólica, a MP que aumentava o salário mínimo. Pouco antes desse êxito, o governo obteve a primeira vitória no plenário ao derrotar o projeto apresentado pelo PFL fixando o salário mínimo em R$ 275. A proposta obteve 266 votos contrários, 167 votos favoráveis e 6 abstenções."Foi um número significativo de representação da bancada que votou com o governo, mesmo que com divergências. Foi de muito valor a posição de companheiros que divergiam, mas que não votaram na proposta do PFL e do PSDB", afirmou o presidente do PT, ao se referir aos cinco deputados que votaram a favor do reajuste para R$ 275: Chico Alencar (RJ), Doutora Clair (PR), Ivan Valente (SP), João Alfredo (CE) e Walter Pinheiro (BA) assinaram declaração de voto em apoio à proposta.Os petistas Carlos Santana (RJ), Fátima Bezerra (RN), Ivo José (MG), Maria do Rosário (RS), Selma Schons (PR) e Wasny de Roure (DF) seguiram a decisão da bancada, votaram mínimo de R$ 260, mas divulgaram nota em que registraram discordância com o valor. Genoino avalia que a posição do partido sobre os deputados que não votaram na proposta do governo não deve polarizar o debate. De acordo com o líder do PT, nesse momento, essa questão "não deve assumir a prioridade" no partido e os componentes da sigla devem se empenhar no desenvolvimento da agenda legislativa, no fortalecimento da tendência de recuperação da economia brasileira e na preparação para a disputa eleitoral de 2004.

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