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Genoino diz que o partido não vai enquadrar radicais

O presidente nacional do PT, José Genoino, afirmou neste domingo, em Florianópolis, que o partido não vai enquadrar nem criar qualquer constrangimento aos deputados contrários à reforma da Previdência proposta pelo Governo. Disse que o PT é um partido plural, onde se pode divergir, pensar, criticar as posições e opinar, mas alertou os rebeldes: "Liberdade de expressão é uma coisa, indisciplina é outra." Segundo Genoino, o próprio PT fomenta o debate interno sobre as mais diversas questões, mas deixou claro seu descontentamento com certos parlamentares: "Alguns deputados fazem colocações e ataques pessoais que nem a oposição faz." Apesar das desavenças, ele espera pelo consenso: "O que queremos é que todos votem com as decisões da bancada, porque não somos um mero ajuntamento, mas um partido que tem responsabilidade histórica com o Brasil, de fazer o País dar certo." Quanto ao manifesto assinado quinta-feira passada pelos 30 deputados petistas contrários à proposta da Previdência, Genoino acha normal que os descontentes manifestem suas opiniões. Ele disse desconhecer o plano dos ministros do partido, que pretendem lançar neste mês um manifesto para unificar o discurso da sigla em torno da reforma, que ele considera fundamental para o país, uma vez que atinge a raiz do sistema previdenciário. Genoino defende a linha básica da proposta, por entender que "é a primeira vez que nós vamos ter uma reforma onde todos os brasileiros serão tratados da mesma forma." Quanto às críticas de que o PT está sendo incoerente na questão, ele se defende: "Nós não estamos sendo incoerentes; nós estamos é recuperando o conceito da previdência pública." Embora considere o PT pluralista e democrático, Genoino diz que o partido tem unidade de ação: "O PT tem um projeto de poder no Brasil, que também passa pela disputa de 2004." Nesse sentido, ele acha fundamental o respeito aos partidos de oposição: "Temos que saber compor e saber fazer alianças", disse, explicando que a sigla quer se colocar como a força principal de uma maioria política no Brasil. "Por isso é importante atrair as forças de centro para o nosso programa e os nossos valores."

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