Genoino diz que direção do PT 'não era quadrilha'

Na Câmara, deputado petista diz que não aceita as denúncias de corrupção ativa e de integrar quadrilha

DENISE MADUEÑO, Agencia Estado

29 de agosto de 2007 | 17h24

O deputado federal José Genoino (PT-SP), ex-presidente do PT e um dos 40 denunciados no esquema do mensalão que responderão a processos no Supremo Tribunal Federal (STF), foi à tribuna da Câmara nesta quarta-feira, 29, para se defender. No discurso, disse que não aceita as denúncias de corrupção ativa e de integrar quadrilha. "Participei, sim, da direção do partido, mas ela não era quadrilha e nem associação criminosa", afirmou. Genoino disse que, das seis denúncias que lhe foram atribuídas, três não foram aceitas na apresentação do voto do relator, ministro Joaquim Barbosa, e as três que permaneceram não foram acatadas por unanimidade."Participei, sim, de acordos políticos e alianças eleitorais, mas jamais recebi qualquer benefício pessoal, nem ofereci qualquer vantagem a ninguém", discursou. Genoino lembrou que era presidente do PT quando surgiu a denúncia do mensalão. "Quero toda a verdade e a justiça o mais rápido possível. As únicas coisas que tenho na vida são sonhos, idéias e causas. Meu patrimônio é o mesmo há 24 anos. Minha família vive em situação de dificuldade. Não posso aceitar denúncia de corrupção ativa, muito menos de integrar quadrilha", afirmou.Genoino disse que vai defender-se "de cabeça erguida" e com a consciência tranqüila. "Não me formei, porque optei por lutar contra a ditadura e não virei doutor. Fiquei 20 anos como deputado federal, mas minha renda não aumentou. Fui para a guerrilha do Araguaia, na qual coloquei minha vida em risco e em razão da qual fiquei 5 anos preso. Hoje, como deputado federal no sexto mandato, não tenho patrimônio, a não ser um sobrado em São Paulo, uma área popular em onde mora minha família", discursou.

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