Genoíno descarta acordo com atual governo

O presidente em exercício do PT, deputado José Genoíno (SP) afirmou que não há a menor possibilidade de, na hipótese de o partido vencer as eleições de 2002, fazer um acordo com o atual governo para estabelecer pontos da política econômica que permaneceriam inalterados na nova administração. "Isso viraria a ditadura de uma verdade técnica absoluta", disse o parlamentar. Genoíno também disse que a volta do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) ao Senado cria um "constrangimento institucional" e afirmou que o parlamentar paraense não tem a menor condição de exercer o mandato.Já o presidente nacional do PPS, senador Roberto Freire (PE) disse que não há constrangimento no retorno de Jader. Segundo ele, o caso de Jader mostra que está havendo um avanço democrático no País, já que as instituições estão funcionando. O senador pernambucano disse que Jader não tem saída: se permanecer no Senado será submetido a um conselho de ética, que provavelmente vai propor a sua cassação e, se renunciar, perderá a imunidade parlamentar e poderá ser processado como um cidadão comum. Genoíno - que exerce a presidência do PT porque o titular deputado José Dirceu (SP) se licenciou para disputar a eleição direta para o cargo - e Freire participam de um fórum sobre governabilidade que está sendo promovido pela ONG ViverCidades, do ex-prefeito do Rio Luiz Paulo Conde (sem partido).

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