Genoino defende Palocci e diz que ministro foi seguro e convincente

O presidente nacional do PT, José Genoino, negou que o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, tenha sido criticado ou duramente questionado durante sua participação na Conferência Nacional de Estratégia Eleitoral do PT, conforme informaram alguns dos participantes na saída do encontro. "Não houve crítica, mas perguntas e o ministro foi seguro e convincente", afirmou, indicando que o processo de indagação é "natural" dentro dos debates petistas. Segundo Genoino, as indagações foram mais concentradas no pequeno reajuste que o governo concedeu ao salário mínimo. A resposta de Palocci, conforme relato do presidente do PT, mostrou que o Orçamento federal tem limitações e que um reajuste maior poderia prejudicar a execução do plano de governo em investir R$ 12 bilhões este ano em infra-estrutura, além da continuidade dos programas de reforma agrária e habitação. "A fala do ministro Palocci foi muito forte e consistente", insistiu Genoino.A imprensa não teve acesso ao debate entre o ministro da Fazenda e seu colega da Casa Civil, José Dirceu, com os militantes e dirigentes petistas. O deputado Ivan Valente (PT-SP), da ala do partido contrária à política econômica do governo Lula, afirmou que Palocci abriu sua participação no encontro afirmando que a vulnerabilidade econômica do País diminuiu muito no governo Lula e que está próxima de ser eliminada. Contrariado com essa avaliação do ministro, o parlamentar afirmou que a vulnerabilidade brasileira não só não diminuiu, como também já não depende mais do governo brasileiro por estar totalmente concentrada nas análises do mercado financeiro. Para ele, é fundamental que o País enfrente o problema da dívida pública partindo para uma proposição de renegociar o pagamento dessa dívida com seus credores e, dessa forma, reduzir o superávit primário de 4,25% para 1% do Produto Interno Bruto (PIB). "Mesmo sem representar uma ruptura, é possível renegociar. Cada ponto porcentual que tiramos do superávit, podemos investir R$ 16 bilhões no setor produtivo ou em projetos sociais", alegou.

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