Genoino condena reforma especial para Judiciário

O presidente do PT, José Genoíno, disse hoje, que considera "inaceitável" a proposta do Poder Judiciário de uma reforma de Previdência à parte. "O Poder Judiciário não pode exigir esse tratamento, em separado. Nós temos de ter um tratamento universal para todos os brasileiros, com um piso de um salário mínimo e teto de 10 (mínimos), que é R$ 2,4 mil", disse Genoíno, acrescentando que acima disso deve ser negociado na previdência privada. "Qualquer tratamento privilegiado para o Judiciário não é bom para a reforma da Previdência, nem é bom para o Judiciário. Isso pode comprometer a coerência da reforma da previdência", afirmou, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo.Para o presidente do PT a reforma da Previdência deverá ser votada pela comissão especial até meados de julho, ser aprovada pelo plenário até o início de agosto e ser encaminhada ao Senado, em setembro. Na opinião de Genoíno, tanto a reforma da Previdência quanto a tributária estarão aprovadas até o final deste ano. Com relação aos juros, José Genoíno disse que o problema das taxas não é de prazo, mas de eficiência de medidas que o governo está adotando em relação ao risco Brasil, recuperação das linhas de crédito, controle da inflação e programas alternativos para gerar emprego. "A queda dos juros não é um decreto nem um ato de vontade. Depende de condições técnicas que o governo está trabalhando. O principal agora é enfrentar a questão do desemprego com crescimento econômico", disse. Segurança Com relação a segurança pública, José Genoíno defendeu a adoção de medidas de curto, médio e longo prazos que, ressaltou, já estão sendo adotadas pelo ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. O presidente do PT lamentou o fato de o projeto de controle de venda de armas não ter sido incluído na pauta de votações na Câmara. "Eu defendo esse projeto sobre controle de venda de armas. Todas as pesquisas mostram que o manuseio e o uso de armas nem defende a pessoa, nem enfrenta o bandido. Acaba aumentando a violência", disse Genoíno, lembrando que esse projeto enfrenta resistência de parte dos deputados vinculados à segurança pública e do lobby das empresas que comercializam armas.

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