Genética será grande aliada contra o enfarte no futuro

Por trás do enfarte, defeitos em vários genes. É tudo o que os cientistas sabem até agora. Mesmo depois de detectar os defeitos genéticos relacionados ao enfarte, há um longo caminho a percorrer. "Precisamos saber como esses genes interagem entre si e com os fatores ambientais", explica José Eduardo Krieger, diretor do Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular do Instituto do Coração. Como o jovem que enfarta tem carga genética forte, que o predispõe ao problema, ele é valioso para os especialistas em genética. "São indivíduos extremamente informativos para nós." Eles servem como base para o desenvolvimento de novas formas de detecção e tratamento do enfarte. Mas isso para um futuro ainda sem previsão. "A genética oferecerá medicina preventiva, mais do que curativa." Com isso, Krieger quer dizer que pessoas predispostas a enfartar cedo poderão ser identificadas com precisão. De posse da certeza do risco, caberá a elas a decisão de mudar hábitos e se prevenir. Mesmo a medicina curativa, que se ocupa de tratar a doença já instalada, ganhará com os avanços da genética. Segundo Krieger, será mais específica. Os tratamento atuarão apenas nas células envolvidas na doença, provocando menos efeitos colaterais nas saudáveis.

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