Genéricos detêm 5,5% das vendas de remédios no País

Depois de dois anos no mercado, os medicamentos genéricos detêm 5,5% das vendas do País. O número é representativo, segundo o presidente do Grupo Pró Genéricos, Carlos Eduardo Sanchez. "Num prazo de 2 anos, esperamos chegar a 30%", afirmou. Uma série de eventos promovidos hoje no País celebrou o primeiro Dia Nacional do Medicamento Genérico. Representantes do governo e de entidades do setor, reunidos em São Paulo, aproveitaram para avaliar as mudanças no mercado farmacêutico.O faturamento das empresas que produzem genéricos chegou a R$ 202 milhões por ano, o que representa 4,5% do total de R$ 4,5 bilhões obtidos pela indústria no mesmo período. "Encerraremos este ano com 10% do mercado", prevê Sanchez. No ano que vem, a meta é atingir entre 15% e 18% do total. Entre os maiores obstáculos para a expansão, no entanto, está o comportamento de parte dos médicos.De acordo com a gerente-geral de Medicamentos Genéricos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Vera Valente, 80% das prescrições ainda são de remédios não-genéricos. O levantamento foi feito entre outubro e dezembro com 2.200 consumidores de todo o País. "O mais importante é a orientação do paciente", destacou. Segundo ela, quando o médico receita o genérico, acaba estimulando a procura pelo medicamento.Apesar de existirem 34 empresas produzindo genéricos no País, apenas cinco concentram 80% do mercado atualmente. As duas maiores são EMS, com 27% das vendas, e Medley, com 25%. Outras 22 companhias pretendem entrar no grupo, de acordo com Vera, entre elas algumas multinacionais. A produção agora deve se concentrar na fabricação de hormônios sintéticos. A gerente-geral da Anvisa afirmou ainda que 41,65% do mercado são formados por medicamentos que têm patentes garantidas por lei.

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