General quer sistema para "prever" rebeliões

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, general Alberto Cardoso, disse hoje que a rebelião em série nos presídios de São Paulo, no dia 18 de fevereiro, deve servir como "um grande alerta" aos órgãos de segurança e ao Brasil. O general disse que é necessário "combater" o poder de organização de facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e montar um sistema de segurança capaz de prever crises nas penitenciárias. Para Cardoso, o mais surpreendente não foi a rebelião ter acontecido em vários presídios de forma quase simultânea. O que mais surpreendeu o general foi "a forma de coordenação" do PCC. O general preferiu não fazer comentários sobre o sistema de inteligência do governo de São Paulo. Cardoso lembrou que o governo federal, por intermédio do Ministério da Justiça, está organizando um subsistema de segurança pública, com participação dos Estados, onde está prevista a troca de informações. Cardoso afirmou que o País tem adotado políticas para tentar melhorar a segurança pública, exemplo das operações nas fronteiras do País, feitas pela Polícia Federal, com apoio das Forças Armadas. O general lembrou que, no ano passado, a apreensão de maconha foi de 159 toneladas, um crescimento de 156% em relação à apreensão de 1999.

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