General que parou avião não faltou com a ética, diz comissão

Ao avaliar, nesta terça-feira, o caso do comandante do Exército, general Francisco Albuquerque, que interrompeu a decolagem de um avião da TAM para embarcar na aeronave lotada, a Comissão de Ética Pública concluiu que não houve falta ética. Segundo nota divulgada, a Comissão concluiu que houve tratamento privilegiado no caso do general Francisco Albuquerque, mas considerou que tal tratamento foi involuntário, não se caracterizando, portanto, em falta ética.O julgamento da comissão foi fundamentado por informações fornecidas pelo general, pela TAM, Infraero e Departamento de Aviação Civil (DAC). Com base neste julgamento, a Comissão de Éticadecidiu aprovar uma resolução orientando todas as autoridades para que, no encaminhamento de suas demandas privadas, deixem claro que estão "agindo na condição de cidadão".Em nota, a Comissão de Ética informou que aprovou a seguinte recomendação: "Não obstante reconhecer que dada a virtual impossibilidade de separar o cidadão Francisco Albuquerque do Comandante do Exército, general Francisco Albuquerque, em função da importância e visibilidade do cargo público que ocupa, resultou tratamento privilegiado em detrimento do direito também legítimo dos outros passageiros do vôo da TAM."

Agencia Estado,

21 de março de 2006 | 17h40

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.