DIDA SAMPAIO/ESTADAO
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General Oswaldo Ferreira não será mais ministro da Infraestrutura de Bolsonaro

Jamil Megid Júnior, também general da reserva, é o mais cotado para assumir pasta em futuro governo

Tânia Monteiro e Mariana Haubert, O Estado de S.Paulo

14 Novembro 2018 | 19h57

BRASÍLIA - O general do Exército da reserva Oswaldo Ferreira desistiu de assumir o Ministério da Infraestrutura, que será criado no governo Jair Bolsonaro juntando as áreas de transportes, portos, aviação civil, ferrovias, saneamento, recursos hídricos e mobilidade urbana. Com a desistência de Ferreira, o novo cogitado para a pasta passou a ser o general também da reserva Jamil Megid Júnior, nomeado na terça-feira, 14, para a equipe de transição.

O Ministério da Infraestrutura não englobará Minas e Energia, que permanecerá independente, porque já comanda segmentos considerados estratégicos, como petróleo, mineração e gás. O nome mais cotado para essa pasta é de Paulo Pedrosa, ex-secretário executivo do ministério, que deixou o cargo em abril deste ano, após a entrada do atual ministro Moreira Franco.

O Ministério da Infraestrutura também não terá a área de Comunicações que, no último desenho, estava lotada no Ministério da Ciência e Tecnologia, mas ganhará a estrutura para tocar as obras que estão paradas, principalmente no Nordeste, além de incluir projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). É com estas obras no Nordeste que o governo Bolsonaro quer mudar o perfil da região, com a promessa de tirar foco do assistencialismo e partir para o desenvolvimento.

O general Megid foi vice-chefe do Departamento de Engenharia e Construção do Exército (DEC). Trabalhou na segurança da Rio +20, na Jornada Mundial da Juventude, na Copa do Mundo e nas Olimpíadas de 2016. Antes, foi coordenador-geral do Comitê Organizador dos Jogos Mundiais Militares, em 2011. 

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