André Dusek/Estadão
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General Heleno rebate críticas de Ciro Gomes e o chama de 'lixo humano'

Declarações do pedetista motivaram briga com ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional; Ciro disse que Heleno 'não é um homem de honra' e que 'acanalhou-se'

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2020 | 17h34

BRASÍLIA - O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, chamou o ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) de "lixo humano" e "débil mental", nesta terça-feira, 26. No Twitter, Heleno compara Ciro ao responsável pelo ataque a faca contra Jair Bolsonaro na eleição de 2018, Adélio Bispo, considerado inimputável pela Justiça por transtorno mental.

"Ciro Gomes, que eu mal conheço e considero um canastrão, publicou um vídeo com uma série de ofensas a mim. Não vou responder, porque o considero um lixo humano, nem vou processá-lo, por ser um caso igual ao Adélio, inimputável por ser débil mental", disse Heleno na rede social.


Apesar da condenação de Adélio Bispo como inimputável - incapaz de entender o caráter de crime que cometeu e de responder por seus atos - Bolsonaro contesta a versão constatada por investigadores e pela Justiça de que ele agiu sozinho. Para o presidente, o crime teria tido algum mandante, embora não haja indícios disso.

Na publicação de Heleno desta terça, o ministro do GSI não deixou claro sobre qual vídeo se referia. Na segunda-feira, 25, em entrevista à CNN, o ex-governador do Ceará disse que o ministro-chefe do GSI "não é um homem de honra" e que ele "acanalhou-se". "Eu, Ciro Gomes, tenho mais medo do senhor (Heleno) com as mãos sujas de cocô, do que se o senhor tentar fazer um golpe no Brasil. Haverá resistência. E o senhor vai ter que matar um brasileiro patriota para rasgar nossa constituição", afirmou Ciro.

Nesta terça-feira, Ciro respondeu o ministro do GSI. "Olha, general Heleno, eu disse e vou repetir: não temos medo de você e vamos enfrentar se ameaçar nosso povo, nosso país e nossa Democracia!" "General Heleno age como qualquer político corrupto: tenta matar o carteiro para não ter que ler a carta. Ao só me atacar, se exime de responder às questões que pontuei", escreveu o ex-presidenciável nas redes sociais.

 

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