Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Geddel rebate comentários e diz que defende debate sobre criminalização de caixa 2

Nesta terça, em Nova York, Temer classificou de 'surpreendente' a declaração do ministro da Secretaria de Governo supostamente em favor da proposta que anistia a prática de caixa 2 em  campanhas eleitorais

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2016 | 17h24

BRASÍLIA - O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, disse nesta quarta-feira, 21, que não conversou com o presidente Michel Temer e reiterou que em entrevista ao jornal O Globo expôs uma opinião pessoal a respeito da proposta de criminalização de caixa 2 em campanha, fez questionamentos e se disse a favor do debate. “Eu não sei o que o presidente disse, mas o presidente sempre tem razão”, afirmou ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

Nesta terça, em Nova York, Temer classificou de "surpreendente" a declaração de Geddel supostamente em favor da proposta que anistia a prática de caixa 2 em  campanhas eleitorais. "Pessoalmente, eu acho que não é bom, mas vou chegar lá, quero esclarecer isso", disse o presidente.

Geddel afirmou que as pessoas precisam ter mais cuidado ao ler. “Fiz um questionamento e não uma afirmação” disse. “Questionei: se o Ministério Público manda para a Câmara uma proposta de criminalização de caixa 2, vai se criminalizar o que já é crime? Ou não é crime e precisa se criminalizar?”, indagou. “Se não é crime e precisa criminalizar, quem fez no passado não cometeu crime. Se já é crime e vai se punir quem fez no passado, não precisa criminalizar”,disse.

Segundo o ministro, o raciocínio “não é de jurista”. “É só de alguém que tem lógica. A partir daí abre-se o debate. Ou se propor o debate também já virou crime?”, questionou.

Geddel reforçou que sua posição é pessoal e não do governo e mostrou-se irritado com a repercussão negativa de sua entrevista.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.