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Geddel minimiza pressão para que governo envie proposta de reforma previdenciária antes das eleições

Para o ministro da Secretaria de Governo, 'enviar o texto dez dias antes ou dez dias depois não faz diferença'

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2016 | 17h46

BRASÍLIA - O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, minimizou nesta segunda, 5, a pressão do PSDB para que o governo envie a proposta da reforma da Previdência antes das eleições. "Não teria como aprovar antes, agora o envio do texto dez dias antes ou dez dias depois não faz diferença", disse ao Broadcast, antes de participar de reunião no Planalto para tratar da ocupação do Ministério do Planejamento. "Agora, neste momento, temos outra questão pra resolver, que é essa invasão", disse. 

Na sexta-feira, 2, em entrevista ao Broadcast Político, o ministro já havia dito que não há pretensão de votar a reforma antes do processo eleitoral e que não sabe se conseguirá votar o texto ainda este ano por conta do rito do Parlamento que não dá para ser atropelado. Segundo ele, junto com a PEC que limita o teto dos gastos públicos, que é a "prioridade zero" do governo, há um interesse claro de fazer da reforma da previdência uma de suas prioridades, como também a questão da rediscussão e de reformas de leis trabalhistas.

Injeção. "Eu tomei uma injeção e doeu. Doeu demais, mas fui convencido pelo médico que era necessário e agora já estou me sentindo muito melhor", disse Geddel para explicar como o governo vai tentar convencer a sociedade brasileira da necessidade das reformas previdenciárias e trabalhistas. O ministro destacou ainda que o Brasil está com um problema sério de saúde e que a Previdência não tem como se sustentar se não mudar. "Estamos propondo com coragem, sem pensar em popularidade, essas propostas e queremos o apoio de vocês para que a previdência possa pagar seus compromissos", afirmou.

O ministro disse ainda que defende pessoalmente que o governo vá à televisão explicar as mudanças que serão propostas. "Eu até defendo que isso entre na propaganda institucional do governo, de forma clara, mostrando o governo fazendo a sua parte, conversando com sua base parlamentar e pedindo apoio a sociedade. Não há outra maneira", disse. "Se vamos aprovar? Creio que sim, mas quem vai decidir isso são as pessoas, os homens e as mulheres, através dos parlamentares que os representam."

Segundo Geddel, o texto da reforma previdenciária tem pontos definidos, como a proposta de 65 anos de idade e de igualar todos os aposentados a um projeto só, tanto da atividade pública como da privada, além de estabelecer regras de transição "que não prejudiquem absolutamente ninguém". "Ainda estamos ouvindo algumas pessoas e vamos levar à apreciação do presidente da República", disse. 

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