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Geddel diz que Temer enviará reforma da Previdência ao Congresso antes das eleições

O ministro da Secretaria de Governo afirmou, ainda, que o argumento de parte da base aliada, de que a medida pode atrapalhar os candidatos governistas nas eleições municipais, não é válido

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2016 | 18h53

BRASÍLIA - O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, anunciou que o presidente Michel Temer decidiu, em reunião no Planalto, que vai mandar para o Congresso a reforma da Previdência antes da eleição. "O presidente Temer achou que, simbolicamente, por tudo que o Brasil passa atravessa neste momento, já que o texto e o mérito o governo não tem dúvida da necessidade de implementar, que nós mandemos antes de o processo de eleição findar", declarou Geddel, em entrevista, sem dizer a data exata do envio. O ministro salientou ainda que o governo vai "fazer todo o esforço possível de aprovarmos o mais rápido possível a proposta, respeitando os prazos do Congresso". E acrescentou: "Nós vamos jogar todo o peso do governo junto à nossa base para que a tramitação seja breve".

Segundo Geddel, "não há divergência" entre o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, e o presidente do PSDB, senador Aécio Neves, em relação ao teor do projeto da previdência. "Eu já conversei com os dois hoje. É mais uma questão de estratégia e não de mérito. É uma questão de estratégia parlamentar", justificou ele, acrescentando que o governo vai ainda amarrar a melhor data para o envio, mas "já está definido pelo presidente que será agora em setembro".

Lembrado que o DEM e partidos da base se queixam que isso pode atrapalhar os candidatos governistas nas eleições municipais, Geddel respondeu: "Isso não é argumento. O argumento que vai valer é que o governo, que a base defende, é a responsabilidade de apresentar a reforma necessária para botar Brasil nos trilhos". E emendou: "A decisão de encaminhar a reforma da Previdência é irreversível. O governo acha que não tem condição de a previdência manter-se do jeito que está, com os parâmetros que está, e o nosso objetivo é criar condições de que aqueles que dependem da previdência possam ter a certeza de receberão seus benefícios e não viverão com a previdência quebrada".

O ministro confirmou que a idade de aposentadoria será de 65 anos, mas que terá uma regra de transição, que ainda está sendo discutida com o presidente Temer. "Estamos em fase final de discussão para o presidente bater o martelo", afirmou ele, lembrando que o governo está discutindo amplamente o tema com a sociedade e vai prosseguir fazendo isso. Da mesma forma, o presidente Temer também vai conversar diretamente, em segundo momento, fazendo reuniões com bancadas para tratar do mérito da proposta.

No Planalto, a informação é que o presidente fez questão de bancar porque havia prometido mandar antes das eleições a proposta ao Congresso.

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