Geddel diz que PMDB está com medo de se reunir

Integrante da Executiva do PMDB, o ex-ministro da Integração Geddel Vieira Lima (BA) criticou a possibilidade de cancelamento da reunião do partido prevista para esta terça-feira, 23. Em entrevista ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o presidente nacional da legenda, senador Valdir Raupp (RO), informou que a cúpula da legenda estuda adiar o encontro previsto para ocorrer em um hotel em Brasília.

ERICH DECAT, Agência Estado

24 Junho 2013 | 14h09

"Há essa possibilidade de adiamento para que nós possamos analisar os reflexos das manifestações. Mas só bateremos o martelo ao longo desta segunda-feira", afirmou Raupp.

Entre as pautas que deveriam ser discutidas pelos peemedebistas está a composição dos palanques em 2014. Alguns integrantes da cúpula do partido ouvidos pela reportagem já dão como certo o adiamento do encontro.

"A reunião não vai acontecer. Não se pode discutir agora essa pauta de alianças. Não é o que o povo quer. Vivemos um momento muito instigante em que a agenda mudou. Temos que ter sensibilidade a isso", disse um integrante da cúpula do PMDB sob condição de anonimato.

Na avaliação de Geddel, devido aos protestos, a disputa do próximo ano ficou em aberto. Ele diz concordar que não é momento para discutir a formação de alianças de 2014, mas defende que o PMDB dê respostas à sociedade.

"Por que o PMDB está com medo de se reunir?", disse ao Broadcast Político. "Não precisamos discutir 2014 porque as ruas deixaram em aberto o debate do próximo ano. Mas defendo que o partido discuta o que vem acontecendo. Temos que ter um posicionamento sobre a PEC 37, sobre essa história de projeto da cura gay", acrescentou o peemedebista.

Ele afirmou que tem em mãos um documento em que um terço dos membros da Executiva apoia a realização do encontro. "Já faz sete meses que o partido não se reúne. O que está acontecendo? Que medo é esse de se reunir?", disparou.

Mais conteúdo sobre:
PMDB reunião Geddel

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.