Daniel Teixeira|Estadão
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Geddel diz que é momento de esperar para votar reajustes salariais no Senado

Em entrevista após participar de almoço com líderes da base, na residência de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, o ministro da Secretaria de Governo afirmou que essa é a mesma posição de Temer

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2016 | 16h17

BRASÍLIA - O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB), afirmou nesta segunda-feira, 22, que o governo defende segurar "um pouco" a votação no Senado Federal dos projetos de reajuste salariais do funcionalismo público já aprovados pela Câmara dos Deputados. Segundo ele, o momento político-econômico do País não é o mais adequado para votar matérias como essa.

"O que passou passou (no Congresso). Agora é o momento de segurar um pouco essa questão de reajuste", afirmou o ministro em entrevista após participar de almoço com líderes da base na residência do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Segundo Geddel, essa é a mesma posição defendida por Temer. No encontro, Temer pediu "quórum" e "engajamento" da base aliada nas votações da pauta do governo no Congresso Nacional. 

Como mostrou o Broadcast na última sexta-feira, 19, o presidente em exercício Michel Temer acertou com as lideranças políticas colocar em banho-maria a tramitação no Senado Federal dos projetos de reajustes salariais de servidores públicos, principalmente o dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Judiciário e do Ministério Público.

A concessão desses reajustes, com impacto previsto de R$ 67,7 bilhões entre 2016 a 2018, tem gerado polêmica e enfraquecido o discurso do governo da necessidade de medidas "amargas" para que as contas do governo voltem a registrar superávits primários. Essa contradição tem sido uma das críticas das lideranças do PSDB, que passaram nas últimas semanas a cobrar sinais mais claros de austeridade da equipe de Temer.

Geddel afirmou também que o governo está trabalhando pela rejeição de todos os destaques do projeto da renegociação da dívida dos Estados com a União previstos para serem votados nesta segunda-feira na Câmara, entre eles o que prevê aumento do Fundo de Participação dos Estados (FPE), pedido pelos governadores do Norte e Nordeste. Segundo ele, o governo quer que o texto-base aprovado na semana retrasada, na Casa, seja mantido. 

O ministro disse ainda que há um compromisso dos líderes partidários de votar a Medida Provisória (MP) que prorroga o programa Mais Médicos ainda na noite desta segunda-feira, na Câmara, e nesta terça-feira, 23, no Senado, antes da sessão do Congresso. A MP vence na próxima segunda-feira, 29. Caso não seja votada até lá, os médicos estrangeiros do programa terão de voltar para seus países de origem.

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