Geddel ataca os tucanos Arruda e Goldman

O líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), trouxe à tona hoje uma briga de poder envolvendo a cúpula de seu partido e setores do PSDB, que se arrasta nos bastidores das negociações da reforma ministerial. O líder diz que já identificou de onde estão partindo os ataques do PSDB contra o ministro peemedebista dos Transportes, Eliseu Padilha. "Isto é coisa do Arruda (líder do governo no Senado, José Roberto Arruda) e do Goldman (deputado Alberto Goldman), que ainda não desencarnou do Ministério dos Transportes e quer voltar a ser ministro", acusa o líder.Geddel atribui as denúncias à "fome de alguns tucaninhos", que estariam trabalhando para "minar" o ministro Padilha em busca de mais espaço de poder no Executivo federal, às vésperas das mudanças no ministério. "O Arruda andou se insinuando, mas até se recolheu, quando percebeu que a alta cúpula do PSDB está fora disso", salientou o líder. Ele acusa Goldman de articular sua volta ao ministério que já comandou em 1993, no governo Itamar Franco, municiando inclusive o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) em sua guerra contra o PMDB. "Um absurdo", reage Goldman, ao garantir que jamais fez qualquer tipo de denúncia ao ministro Padilha. "Não cabe a mim fazer denúncias porque não sou investigador, e se tivesse que fazê-lo não o seria pela boca de ACM ou qualquer outro", completa. Bate-boca à parte, tanto Geddel quanto Arruda e Goldman garantem que a parceria do PSDB com o PMDB não está ameaçada. "Sou a favor da aliança pela governabilidade não só com o PMDB, mas também com o PFL", destaca Goldman.

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