Geddel apresenta vídeo contra ACM

Em represália à campanha de denúncias promovida pelo presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), o líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), apresentou um vídeo contendo acusações contra ACM. Geddel alega ter recebido a fita "Antonio Carlos Peixoto Magalhães - Um caso de polícia" pelo correio, de remetente anônimo. Em formato de documentário, o vídeo conta a vida de ACM, mostrando que ele teria nascido em uma casa modesta e acumulado fortuna "maior que a do juiz Lalau" no exercício de cargos públicos. De acordo com o vídeo, no início dos anos 50, quando se casou, ACM tinha como patrimônio apenas metade da "modesta" casa que dividia com um casal de cunhados. O vídeo relata ainda que, antes de se tornar ministro das Comunicações, em 85, ACM possuía apenas uma empresa do ramo das comunicações, o jornal Correio da Bahia, e hoje controla, por intermédio de pessoas de sua confiança, cerca de 20 empresas do setor, que são beneficiadas por generosas verbas de publicidade do governo baiano. O vídeo ainda cita uma série de escândalos que teriam envolvimento do senador. No final, o "documentário", afirma que ACM representa para o Brasil o mesmo "entulho autoritário" que o general Pinochet representa hoje para o Chile e conclama os telespectadores a assinarem o manifesto "ACM na cadeia", sustentando que "a impunidade acabou". Após a exibição do vídeo, o líder do PMDB, Geddel Vieira Lima, disse que ?não endossa? as acusações, mas que "as denúncias têm amparo na larga opinião pública da Bahia".

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