Geddel acusa ACM de tentar constrangê-lo

O líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), denunciou hoje o que ele classifica como uma operação do presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães, para constrangê-lo com uso de "fitas forjadas" e tentar impedir a transferência de parlamentares do PFL para o PMDB. Geddel acusou o chefe da Casa Militar do Governo da Bahia, coronel Cristóvão Rios, de ter há dez dias procurado escritórios de investigação em Brasília para criar fatos contra ele. Disse ainda que foi procurado por um repórter da revista Veja para falar a respeito de uma fita com gravações telefônicas que estaria em mãos da revista. O deputado não quis dizer que fatos teriam sido narrados pelo repórter, mas o que se comenta em Brasília é que traria diálogos entre deputados referindo-se à obtenção de vantagens financeiras para troca de partido. Geddel negou ter tido qualquer conversa envolvendo pagamento a parlamentares. "Em absoluto." Ele disse que uma eventual fita contendo esse tipo de conversa, "se existe, foi distribuída ontem por Fernando César Mesquita (secretário de Comunicação do Senado) na presença dos deputados Paulo Magalhães e José Carlos Aleluia", ambos do PFL da Bahia. Geddel reclamou ainda que a revista Veja não lhe apresentou a fita, alegando que a mesma seria entregue à Polícia Federal. E afirmou que o episódio não prejudicará as candidaturas de Aécio Neves à Presidência da Câmara, nem a de Jáder Barbalho à Presidência do Senado. Ele disse que as acusações não têm relação com as eleições no Congresso e sim com a disputa na Bahia.

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