Gays são proibidos de utilizar imagens sacras em manifestações

O arcebispo do Rio de Janeiro, dom Eusébio Scheid, conseguiu na Justiça uma liminar proibindo o Movimento de Gays, Transexuais e Travestis (MGTT) de usar imagens ou símbolos religiosos em suas manifestações. No domingo, será realizada a Parada do Orgulho Gay. O bispo dom Carlos II, da Igreja Brasileira Livre, sugerira que a imagem de Santa Paulina fosse levada pelos manifestantes, mas os organizadores do evento já haviam vetado a idéia para não polemizar com a Igreja Católica.A liminar foi concedida pela juíza Cláudia Fernandes Bartholo Suassuna, da 25.ª Vara Cível do Rio de Janeiro, que determinou o envio de ofício ao secretário da Segurança Pública, Roberto Aguiar, e ao comandante geral da PM, coronel Francisco Braz. Ela determinou o uso de força policial em caso de desrespeito à liminar.Para a juíza, "a exibição de imagens sacras (nos eventos do MGTT) não é aceitável, já que fere os princípios morais e cristãos, além de ofender os princípios básicos da Igreja Católica". Cláudia ressalva, porém, que não se trata de "discriminação ou cerceamento da liberdade de expressão", mas de "preservação de imagens religiosas".

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