Gays acusam Saúde de preconceito

O Grupo Gay da Bahia (GGB) ingressou hoje com uma denúncia na Procuradoria Geral da República de Porto Alegre contra uma portaria do Ministério da Saúde que proíbe os bancos de sangue aceitar a doação de homossexuais, por causa de um suposto risco de transmissão do vírus da aids. O alvo do GGB é a Coordenação de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, que, na visão dos homossexuais, estaria adotando uma medida inconstitucional e preconceituosa.A portaria é de 1993 e deve ser reeditada em abril o que deixou o antropólogo Luis Mott, presidente do GGB indignado. Segundo ele, houve uma reunião em setembro com representantes de associação de homofílicos, grupos homossexuais e técnicos do Ministério da Saúde para discutir o assunto. "Concluiu-se que a portaria deveria ser suspensa pois os médicos atestam que não existem mais grupos de riscos (transmissores da Aids) e o fato de uma pessoa ser homossexual não implica que ela tenha praticado relações sexuais de risco", argumenta.Ele não entende como uma resolução tomada por representantes da sociedade civil, da academia e do governo não seja respeitada, "prevalecendo o preconceito anticientifico, caso a portaria continue excluindo os homossexuais entre os possíveis doadores de sangue".Mott informou que o GGB decidiu encaminhar a denúncia ao procurador Paulo Leivas de Porto Alegre pelo fato dele ter sido o responsável por uma ação vitoriosa na concessão de direitos iguais a casais homossexuais junto ao INSS.

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