Gautama não pode firmar contratos na administração pública

Decisão da CGU pune empresa pivô no esquema de fraudes em obras públicas, investigado na Operação Navalha

Agência Brasil,

23 de julho de 2007 | 17h17

A Controladoria Geral da União (CGU) determinou que a Construtora Gautama, envolvida no esquema de fraudes em obras públicas descoberto pela Operação Navalha, da Polícia Federal, não é idônea para firmar contratos com órgãos da administração pública e não pode mais participar de licitações. A proibição foi publicada nesta segunda-feira, 23, no Diário Oficial da União.   A decisão é resultado de um processo administrativo aberto pela CGU para examinar irregularidades atribuídas à construtora, segundo informou a assessoria de comunicação do órgão federal à Agência Brasil.   Após analisar a defesa apresentada pelos advogados da empresa, o ministro-chefe da controladoria, Jorge Hage, entendeu que "restam caracterizadas práticas de atos ilícitos que, além de terem por objetivo frustrar os princípios que regem as licitações e de evidenciar irregularidades cometidas na execução de contratos, atentam contra a necessária idoneidade da referida empresa para estabelecer relações contratuais com a administração".   A decisão tem efeito sobre os órgãos da administração pública federal e todos os ministérios receberão um aviso da CGU para garantir que a Gautama não será contratada para obra de nenhuma pasta do governo. Além disso, Hage determinou que uma declaração de "inidoneidade" da Gautama seja incluída no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) e no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), utilizados para execução orçamentária do governo.   Para o ministro-chefe da CGU, além de impedir novos contratos com a Gautama, a medida "deve contribuir para desencorajar e inibir práticas semelhantes que certamente são adotadas por muitas outras empreiteiras". Em maio, a CGU já havia recomendado que o Ministério da Integração Nacional instaurasse processo administrativo para declarar a Gautama "inidônea".  

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