Gautama é declarada inidônea para operar em Alagoas

Construtora ganhou destaque após denúncias de que o proprietário, Zuleido Veras, comandava 'máfia das obras'

Ricardo Rodrigues, do Estadão

07 de agosto de 2007 | 21h05

A Controladoria Geral do Estado (CGE) recomendou ao governo de Alagoas que a construtora Gautama seja declarada inidônea para firmar qualquer contrato com o Estado. A empreiteira controlava pelo menos quatro grandes obras em Alagoas, entre elas a Macrodenagem do Tabuleiro, que se arrasta há mais de 15 anos, e a Barragem de Duas Bocas, orçada em mais de R$ 3,1 milhões. O resultado da auditoria do CGE foi entregue nesta terça-feira, 7, ao governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). A empreiteira ganhou destaque na mídia após denúncias de que o proprietário, Zuleido Veras, comandava um esquema de fraudes em licitações e desvios de recursos de obras do governo, descobertos pela Operação Navalha, da Polícia Federal.A Gautama seria, então, o pivô da operação. Em conversas telefônicas gravadas pela PF, Zuleido aparece conversando com integrantes do governo de Alagoas sobre liberação de verbas federais, entre eles o ex-secretário de Infra-Estrutura, Adeilson Bazerra, que é presidente do PMDB de Maceió e faz parte do grupo político liderado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).  A auditoria nas obras da Gautama apontou também outras irregularidades, algumas já identificadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Entre elas estão a subcontratação das obras das adutoras do Sertão e Agreste, apresentação do plano de trabalho posterior à contratação da obra da Macrodrenagem, deficiência dos projetos básicos de várias obras e a não prestação de contas final ou parcial no prazo estipulado.

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