Gaúchos vão desfrutar "comércio justo" com a França

O ministro da Economia Solidária da França, Guy Hascöet, e o secretário de Desenvolvimento e Assuntos Internacionais do Estado, Zeca Moraes, assinaram nesta segunda-feira, durante o Fórum Social Mundial, convênio que abre um canal para cooperativas gaúchas entrarem no mercado francês por meio do "comércio justo", vinculando os produtores aos consumidores. As regras do comércio justo na França baseiam-se nos princípios de ajuda aos produtores menos favorecidos, compra e venda de produtos a preços justos, prioridade para o comércio local e produção de subsistência, colaboração regular, pagamento feito no ato da encomenda, informação permanente de atuação, igualdade entre homens e mulheres e ausência da exploração do trabalho infantil. O Estado do Rio Grande do Sul trabalha com duas vertentes: grupo de trabalhadores desempregados que se organizam para criar entidades auto-geridas, como costureiras, por exemplo, e trabalhadores de empresas em processo de falência que assumem os postos e mantêm sua ocupação.Atualmente há 100 empreendimentos no Estado, atendendo a 9 mil trabalhadores. "O acordo abre uma perspectiva muito importante no processo de fortalecimento da economia solidária no Estado", afirmou. O ministro francês visitou nesta segunda-feira duas cooperativas do setor calçadista no interior do Estado e demonstrou interesse em levar seus produtos para a França, desde que tenham uma linha própria, pois atualmente confeccionam para uma grande marca.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.