Gaúchos foram os que mais voltaram a Estado de origem, diz IBGE

Taxa de retorno de migrantes também foi alta em Pernambuco, Sergipe e Rio Grande do Norte; oportunidades de emprego explicam movimentação

Luciana Nunes Leal, de O Estado de S. Paulo

15 de julho de 2011 | 10h00

RIO - O Rio Grande do Sul foi o Estado, segundo a Pnad 2009, com maior taxa de retorno de migrantes. Estados do Nordeste como Pernambuco, Sergipe e Rio Grande do Norte, além de Minas Gerais e Paraná, também registraram grande número de moradores que tinham deixado a terra natal e voltaram, provavelmente movidos por oportunidades de emprego e alta atratividades de cidades de porte médio.

 

"Os deslocamento típicos da primeira fase da transição demográfica (décadas de 1960 e 70), quando as taxas de fecundidade eram altas e a mortalidade começava a declinar, gerando excedentes populacionais que favoreciam a migração do campo para a cidade, começaram a perder importância no Brasil a partir dos anos 80", diz o estudo "Deslocamento populacionais no Brasil", divulgado hoje pelo IBGE. A publicação aponta a tendência de retorno da população de Estados antes classificados como "áreas de expulsão", como a região Nordeste, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

 

A alta taxa de retorno já tinha sido detectada no Censo 2000, referente à década de 1990, em maior intensidade do que a registrada na Pnad 2009. Os dados do Censo 2010 indicarão com mais precisão os movimentos ocorridos na década passada. A Pnad 2009 indica que, do total de imigrantes do Rio Grande do Sul, 23,98% eram gaúchos que voltavam ao Estado de origem. Em Pernambuco, a taxa de retorno foi de 23,61%. No Paraná, foi de 23,44%.

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