Gastos serão apresentados depois da viagem de Lula, diz Múcio

Dados sobre todas as despesas do governo e gastos da máquina pública ainda são considerados preliminares

Tânia Monteiro, da Agência Estado,

11 de maio de 2009 | 19h23

O ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, explicou nesta segunda-feira, 11, que os dados sobre todas as despesas do governo e gastos da máquina pública ainda estão sendo considerados preliminares. Por isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva só apresentará esses dados ao Conselho Político depois da viagem, que começa no próximo final de semana, ao exterior. Na reunião do conselho político, marcada para quarta-feira próxima, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai fazer uma avaliação do quadro econômico, segundo Múcio.

 

"É para que todos tenham conhecimento dos dados do governo", disse. Segundo Múcio, o presidente Lula disse a Mantega, durante a reunião da coordenação política, que era preciso voltar a conversar com o conselho político para dizer como a economia se comportou até aqui, quais são as medidas que o governo está tomando e as providências necessárias para o Congresso tomar. "Tem muita coisa importante que a gente precisa da parceria do conselho político", disse Múcio.

 

Ele contou ainda que, na reunião de hoje de coordenação, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, fez uma pré-apresentação de um estudo que ele está fazendo com dados de política de investimento do governo, despesas, gastos, desde que o presidente Lula assumiu o governo. Esse tema, segundo Múcio, tomou conta de 95% da reunião e a ideia é levar as informações para o conselho político depois da volta do presidente do exterior.

 

Múcio informou que, na reunião do conselho, a ser realizada na quarta-feira, o governo pretende fazer um balanço das medidas provisórias que já foram aprovadas, das outras que precisam ter celeridade e colocar alguns questionamentos que precisam ser apresentados aos deputados e também questões dos parlamentares ao ministro da Fazenda. Segundo ele, esse balanço é necessário uma vez que a última reunião do conselho político aconteceu há mais de um mês.

 

CPI da Petrobras

 

José Múcio Monteiro disse tambem que o governo "vai trabalhar para evitar" a instalação da CPI da Petrobras. Segundo o ministro, "CPIs atrapalham" o andamento do Congresso e param todas as atividades. Por isso, é preciso evitá-las. "É porque (quando tem CPI) para tudo, muda o foco", disse ele, acrescentando ainda que há, também, "a politização das discussões".

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