Garotinho volta a negar suspeita de suborno

O governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, negou, em São José do Rio Preto (SP), envolvimento na suposta tentativa de suborno de um auditor da Receita Federal, suspeita levantada pela transcrição de uma gravação, divulgada pelo Jornal do Brasil. "São fatos ocorridos em 1995, e eu não ocupava nenhum cargo público, naquela época", salientou. "Portanto, não estou sofrendo denúncia nenhuma, como governador", afirmou. Perguntado sobre quem seria seu pior adversário (Lula, Itamar, Ciro Gomes ou Roberto Marinho, das Organizações Globo - o Jornal Nacional pretende divulgar a fita em que Garotinho, aparentemente, concorda com o pedido de suborno de um fiscal), o governador declarou: "Quem está me perseguindo é o governo federal. Como é que essas pessoas poderiam ter acesso ao sigilo fiscal, como O Globo publicou? Só poderia ter saído da Receita Federal." Para Garotinho, existe uma perseguição contra a sua candidatura. "Sou um candidato que incomoda." Afirmou que Ciro Gomes não é candidato da oposição e nem o governador de Minas, Itamar Franco. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo Garotinho, é candidato da oposição, mas "carece de experiência administrativa". O governador do Rio explicou que Ciro Gomes foi ministro da Fazenda de Itamar, e é "pai do desemprego", por ter tirado impostos de produtos importados; e Itamar vendeu a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). "Não é um ataque, é uma constatação."

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